COISAS DESTAS ILHAS

Friday, October 27, 2006

Ramerrao

Coisas das Ilhas
Cultura de ramerrão

Chegando-se ao Inverno, estes dias cor de chicharros cinzentos com
tonalidades de prata têm uma maneira de condicionar-nos ao aborrecimento,
provocar um tédio enorme. Obrigam-nos a ver o mundo por um prisma pouco
agradável, como se alguém eternamente navegando no meio do Atlântico num
barco de guerra cinzento que nunca mais chega ao seu destino.
Quando antigamente eu apreciava a poesia açoriana pelo seu cariz melancólico
e profundo, hoje em dia, para dizer a verdade, irrita-me essa poesia
merencórica, a monotonia quase fúnebre da literatura, arte e filmes locais.
São sempre temas e liricismo de ramerrão, da qualidade de almas sofridas com
os seus tons de fim de mundo, de barcos, de distâncias, de "Maus Tempos no
Canal", de Gente(s) Feliz(es) com Lágrimas," de mares cavados e de ondas
borrifando a costa, um todo que merece um grande bocejo de tão enfadonhos e
fastidiosos os temas, uma lengalenga à Madredeus.
Que muito mudou nos Açores, de certo que mudou. Basta notar que aqui impera
a globalização. Depois, se no passado Lisboa mandava, dirigia o destino
destas ilhas, hoje é Bruxelas. Longe, no centro da Europa, é essa cidade que
mais ordena, já que o povo para isso pouco faz ou é capaz.
Que há coisas que em nada mudaram, podem estar bem certos. Quando aqui
chegámos há cinco anos, por exemplo, no hotel onde ficámos admiramos o facto
de no quarto de banho haver, como em nenhum outro hotel em que havíamos
estado, além da caixa do lixo, um caixotezinho colocado junta à sanita, o
que nos confundia. Para que seria tal caixotezinho?
Bem, dois dias mais tarde ficámos a saber. Como era hábito, tanto na Europa
como na Améric,a continuámos a pôr o papel higiênico pela sanita abaixo. Um
dia de madrugada, adivinharam, ao puxarmos o autoclismo formou-se uma boa
piscina pelo quarto de banho todo que chegou a atingir o quarto de dormir. O
que estava a acontecer? Chamamos o pessoal de limpezas. Á tarde quando
voltámos ao quarto, estava tudo como devia ser. Tinha passado a borrasca.
No dia seguinte, a mesma coisa. Foi então que nos informaram para depositar
o papel higiénico não dentro da sanita mas nos tais caixotezinhos.
"Quê? Não colocar os papéis nauseabundos pela retrete abaixo?" Muitos
americanos ainda hoje o não fazem. De olfacto extremamente sensível,
indignam-se com a ideia. Por isso é que de vez em quando no complexo onde
habitam, especialmente os que vivem em zonas mais baixas, há as tais
inundações que os fazem coriscar, isso é usar palavras de quatro letras,
quando a água e os resíduos de todo o complexo habitacional lhes entra pela
sanita fora. Não querem acreditar que os canos, os tubos nesta ilha, ao
contrário de lá fora continuam a ser o mais estreito possível e que a única
maneira de evitar o problema de canos entupidos é fazer o uso das caixinhas,
quer gostem quer não.
À noite, quando regresso a casa, sigo por uma rua também estreita, onde por
presunção, ou devaneio colocaram um linha de divisão branca, como se na
maior avenida de Lisboa se tratasse. Como há carros que param em ambos
lados da rua, que por sinal também não tem passeios laterais, obriga a que
sigamos essa linha mesmo por cima dela como se numa pista de vôo se
tratasse. Ao chegar à rua aviso, "apertar os cintos que vamos descolar!"
Como a iluminação da rua é toda ou à direita ou à esquerda da rua, tão à
maneira do pensar dos portugeses na altura em que tal obra foi feita, deixam
a rua numa semi-penumbra, para não dizer escuridão, que torna difícil a
visibilidade à noite. Como os peões na sua maioria vestem roupas escuras, é
quase sempre no último momento que os vemos. Seguir pela tal linha
divisória é muita vezes a melhor forma de não atropelar ninguém, quer à
esquerda quer à direita.
Outra coisa que irrita sobremaneira nesta ilha são os cães. Quando
antigamente usavam-nos para a lavoura e esses quando chegavam a casa de
cansados se deitavam a dormir com os donos, hoje em dia temos cães de raça
que seguem à risca as horas das discotecas até altas horas da madrugada. Só
o nosso vizinho tem três galgos que parecem saídos de um inferno de Dante.
Aliás, quase todos os cães de raça que aqui deparamos são daqueles de se
manter uma boa distância. São os dobermen, os boxers e outros de instintos
caninos da pior espécie, daqueles que só criminosos podem querer ter
qualquer afinidade que seja. Ao contrário do resto da Europa, por comodismo
têm-nos nos quintais onde ladram de uma forma desesperada toda a santa
noite, numa excitação maior por altura das festas, e essas sucedem-se umas
às outras num rosário de folias.
No Bairro de Joaquim Alves, por exemplo, no distrito da Praia da Vitória,
que as pessoas de uma forma pouco cortez denominam como o "Bairro dos
Macacos," os moradores veêm-se em graves apuros devido aos cães vadios que
chegam a atacar as pessoas. Sendo os seus donos inconsequentes e
indiferentes aos problemas que esses animais acarretam, constituem um
problema de sérios agravantes. Depois, como espalham o lixo por todo o lado,
o número de ratos aumentou, alguns tão grandes como coelhos que por todo o
lado se metem assustando as pessoas nas barracas em que vivem. Combinado
com isso, é o ambiente humano degradante de tóxicodependentes, alcoólicos e
marginalizados, cujo falta de civismo leva a praticarem a sua liberdade aos
extremos, tornando o ambiente humano o mais desagradável possível com brigas
domésticas, palavrões de quatro metros, barulho infernal e total desdém
pelos direitos dos outros. Esses problemas tornaram-se tão graves que
forçaram os moradores recentemente a reunirem-se em encontros especiais
para protestaram as condições de vida naquele bairro e procurarem alívio.
Coisas destas ilhas, é também quando Ponta Delgada com certa vaidade anuncia
o "investimento" de 351,000 euros para a iluminação das suas ruas para as
próximas festas do Natal e Angra se vangloria com não sei quantos milhões de
lâmpadas eléctricas que irão tornar as noites em dia por altura do Natal.
Enquanto conduzir nas ruas da zona da Base Aérea Americana das Lajes à noite
faz-nos resmungar e com razão, ou quando os apagões se sucedem de uma forma
enervante, constrói-se um mundo de fantasia à Mickey e Minnie Mouse, à
Disney World, com os cumprimentos dos nossos augustos governantes. Nessa
altura, em tais centros como Angra, Ponta Delgada, Ribeira Grande, Praia da
Vitória, Vila Franca e até na Vila do Nordeste que se engalana com mais
prosápia e luxo do que a própria Paris, será preciso usar óculos pela
noite dentro, tal a poluição de luz.
Lado a lado com o luxo de jet set há uma realidade idiota e ridícula que
confrange. É confrangedor cenas como a de algumas semanas perto do aéroporto
aqui das Lajes. Tratou-se de um acidente de viação em que um cavalo,
daqueles que ainda puxam muitas carroças que vemos nas nossas estradas, foi
violentemente atropelado por uma viatura que, como é hábito aqui, conduzia
a uma velocidade não só homicída-suícida mas terrorista.
O dono do cavalo, podre de bêbado, confuso, em vez de puxar o cavalo para a
berma da estrada puxou-o para o meio da rua. O embate foi fulminante. O
pobre cavalo tombou logo de imediato num relinchar que metia dó. Até um dos
olhos lhe saltou do rosto e retorcendo-se de dor teve que esperar enquanto
as pessoas envolvidas partilhavam de insultos e de palavrões, das mais de
mútuas acusações a nível de gente das cavernas; depois para que a polícia
chegasse e só no fim que o colocassem num camião em direção ao aterro
sanitário onde o haveriam finalmente de o abater, livrá-lo do sofrimento em
que jazia.
A última entre as coisas destas nossas ilhas é mais uma vez alguém ter
comprado pão com uma grande barata por recheio; isso depois de já ter
aparecido por duas outras vezes restos de morganhos, pêlo de ratos, dentro
do pão. É mesmo de nos benzermos.
Assim como com o pão na nossa terra nem tudo que luze é oiro. São cenas de
uma humanidade que pouco se importa ou se preocupa com os outros, tão
preocupados e embebidos, para não dizer embriagados, consigo próprios estão.
Possui-se um narcisismo inane e inútil. É que esta é uma sociedade
inconsequente, alheia e apática a si mesmo, onde falta o civismo inteligente
e capaz que a dignifique. São gentes de hábitos e devaneios megalómanos ou
depressivo-maníacos assim como de atitudes sediciosas que vão do abuso do
álcool, ao desrespeito pelos outros, da mesquinhice à violência doméstica,
da pilhagem descarada à extorsão, de abusos e fraudes de toda a qualidade,
da exploração ao calote, da difamação ao escárnio, até aos abusos das drogas
mais potentes. Um país em fim onde não se respeita lei alguma, nem sequer a
lei da consciência.
Na rota do haxixe estes Açores já têm algo das favelas ou dos "inner-city"
americanos onde se perdeu a honra e a vergonha e tudo se faz porque a moda o
consentiu e o permitiu e o hábito o sancionou, uma sociedade em fim onde a
falta de justiça, de cortesia e educação é o pão nosso de cada dia.

Silvério Gabriel de Melo
Terceira, Açores







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After the Jew, the Jesuit

After the Jews, the Jesuits

Christmas time in Portugal owes many of its traditions to the Jesuits and
Franciscans. It is first mainly Church oriented. For one thing, there is
the building of the nativity scene, the preparation of lavish dishes and
sweet pastry, the concoction of home made liqueurs, the Midnight Mass,
(known as the "Rooster Mass,") and the very special meal, the "Consoada"
with cod fish and age old Portuguese delicacies. In other words convent
traditions became the way the Portuguese would celebrate their Christmases
until recently when as everywhere else it has become more commercialized.
The Jesuits and Franciscans, indeed, had a tremendous impact on the
Portuguese society as well as in all the lands the Portuguese discovered.
After the mass executions and exodus of the Jews and other non-Christian or
Catholic groups from the Portuguese territories the way was opened for the
supremacy of various Church organizations such as the Jesuits', Franciscans'
and the Dominicans'. Totally in control, these groups proliferated and
became very powerful. In no time, they held key positions once controlled by
the Jews at the university, the court, and all other key institutions,
including in the newly acquired territories.
Wherever they went, they built churches, convents and "colégios,"
(schools). They baptized, taught and influenced the people they encountered.
Scholars and missionaries, they were teachers, entrepreneurs, developers,
social workers, explorers, commune leaders, court clerks, politicians and
above all very intelligent strategists.
Spread throughout an empire that was quadrupled the area of the Roman and
Persian Empire combined, they had an impact that would change the face of
the Earth forever. Wherever they went, they subdued the natives, had them
work, build, fight and die for them. Under them, the arts and literature
prospered, so did commerce and the Portuguese expansion in the newly acquire
territories. They moved deep into the interior of Brazil and settled as far
as inland as Paraguay and the heart of the Amazon River region. The same
happened in Africa, India and China. Everywhere this army of missionaries
converged, eager to do God's bidding, make Portuguese and Christian the
people and the lands newly discovered.
In Vietnam they introduced the Latin alphabet. In Japan they evangelized
and taught new manners and new vocabulary. In China, Malaysia and Indonesia
they built majestic Churches (Macao). They also brought with them their
printing presses, their Bibles, religious icons, libraries, but most
importantly their belief that it was their fate to evangelize and change the
world for God.
Committed to Christianizing the heathen, they not only brought the
Christian doctrine to the most remote places, but empowered themselves in
ways that exceeded their mission. Doggedly, they cut their way through
forest and jungles; went where no other European had been before. After
converting the indigenous people, they became their masters, took charge of
their destinies and made good use of their cheap labor. That is how
sumptuous temples were built in the middle of jungles or in lands as far
remote as Macao and Timor. It is also thanks to them that the Portuguese
language ranks today, after English and Spanish, as the third European
language of worldwide span, the eighth most spoken language in the world.
Needless to say, they were key figures in the exchanges between the new and
the old world. Sugar and spices became part of their kingdom, and they
spread it to all of Europe. From their kitchens cocoa (chocolate) and
coffee, sugar ad coconut, rice and cinnamon, and other exotic spices wound
their way to Rome and Vienna, London and Paris. It was through their
influence that many monastery gardens throughout Europe added many exotic
new plants and crops, among them potatoes, corn, yams, tea plants, pepper,
you name it; as well as many a medicinal herb.
Gradually with the increase in power and influence came the excesses of
power. Many saw in these orders a way to exploit their next, be there where
diamonds and spices, cacao and sugar were of easy access, or where religious
services became a profit making business, an easy way to gaining riches or
making a living.
They were ultimately so overwhelmingly powerful, as to become a state
within a state. They sapped all the riches of India and Brazil to the point
of absorbing all the wealth of the Portuguese Empire, leaving very little
for the crown.
Holding the authority over the best of two worlds, the temporal and the
spiritual, they were the nobility's and queen's confessors, the prince's and
rich people's tutors, the King's and colonial viceroys' advisers. Everywhere
they held a position of power that put at risk the monarchy itself.
In 1750, a certain Marquis Sebastião José de Carvalho e Melo, better known
as Marquis of Pombal, became the royal minister to the court. Loathing the
influence of all these religious orders, he decreed that their power be
restrained. With the support and backing of the king, D. José I, he forced
the Pope to pass special measures to have the Jesuits put under control and
their abuses curbed. Later they, the monks and the clergy, were rudely
purged from the court and forced to stay out of the way of the royal family
and the Marquis'.
After an attempted regicide, the clergy and their immediate families,
especially the Távora family, were quickly rounded up and sentenced to death
in the gallows. These were cruel sentences that shook the Portuguese
nobility and clergy as in no other time in the Portuguese history. With the
Marquis, the Jesuit golden age was over.
As the Inquisition was still part of the establishment, next, the Marquis
of Pombal placed his brother in charge of it, and before you know it, the
old inquisitors themselves were given the same treatment they had given many
heretics, (what goes around comes around). They were quickly accused of
insanity, of being deranged, and a danger to the Church and to the court and
as such cruelly put to death at the gallows, one after another. These
barbaric executions were performed publicly for all the people to see how
the crown treated those who challenged or questioned its authority.
In Paraguay the Indians did revolt against the crown in favor of the
Jesuits. It was, namely, the Jesuits who had made them subservient to their
will, ready to fight and to die for the Christian, i.e. the Jesuit cause.
There they were successful and Portugal lost hold of that area. Everywhere
else in the kingdom those who rebelled were treated with utter cruelty.
Their property was expropriated; the priests and monks evicted and brought
back to Lisbon or killed on the spot if they showed contempt or rebelled
against the crown.
Not satisfied, in 1759, the Marquis of Pombal decreed that all the Jesuits
had to be expelled from all the Portuguese territories and Portugal itself.
They were quickly put in ships and sent to Civita Vechia, namely to Rome.
Rumors had it that many of the ships carrying the many Jesuit priests and
monks never got to their destiny. They couldn't, because they had been
purposely set to sink the moment they left the harbor.
In 1755, when old Lisbon, all its churches and convents, was razed to the
ground by a powerful earthquake, fire and tsunami all in one, he decreed
that anyone who dared to proclaim that disaster as punishment from God would
be imprisoned and executed.
Then, with the same impetus he used to fight the Jesuits, he set himself to
rebuilding Lisbon, giving it the aspect one sees today. Most of the Churches
and convents, "Colégios" and monasteries were totally razed to the ground. A
new design for the downtown, consisting of new streets in straight lines
replaced the medieval maze of narrow streets. His statue is seen today in
one of main Plazas by the same name, the Marquis of Pombal Square in Lisbon
and the King whom he represented, D. José, is found riding his horse at the
main square by the riverside.
Under the Marquis' drastic reforms, Portugal saw again the exodus and
annihilation of its best minds. The Jesuits and the Franciscans had
contributed to the refinement of the Portuguese society. They had been
involved not only in spreading Christianity, but educating and cultivating
the people they came into contact. Their vicious annihilation left Portugal
into a deeper intellectual void that would affect it, still affects it in
many ways. For one, deprived of the support of the Jew and the Jesuit,
Portugal became increasingly more a protectorate of England than their
oldest ally. The English, in other words, took the place of Jew and Jesuit
in matters of counseling the court. It was for example the English who
convinced the Portuguese royalty to flee to Rio during the Napoleonic Wars
and betook themselves next to rampage and robbery of national treasures in
their free time, with no one to stop them or decry their crime.
During that time in history, the English influence became very strong and
treaties between Portugal and England began to favor England over Portugal
itself in its commercial affairs. That is, the Portuguese became England¹s
sole customers and Port and Madeira wine became British institutions in the
heart of Portugal itself. Thanks to England, industrialization attempts
were thwarted in Portugal in favor of the English made imports that as much
as they pleased the Portuguese, they put money into English pockets and not
the other way around. Wherever they could, the English dictated how
Portugal would run its business. Under such influence the Portuguese empire
itself would become a shadow of the British Empire, side by side in India at
Goa, Damão and Dio, across from one another in China at Macao and Hong Kong,
as well as in various colonies in East and West Africa.
As for the Marquis of Pombal, upon the death of the king, D. José, the
queen, who was a pious woman, forced the Marquis into exile in the area of
Pombal, north/central Portugal where he was from. He was divested of all the
honors and duties of the court and reduced to a nonentity. Portugal,
however, would never again be the same, as the Jesuits' churches, convents
and monuments had been banished, their convents confiscated by the state
and/or claimed by the terrible Lisbon earthquake, fire and tsunami of the
year 1755.
Through the barbaric measures introduced by the Marquis of Pombal to curb
the power of the Jesuits, the court regained full control of its assets
overseas and at home. In Ponta Delgada, as an example, only recently did the
local government hand back to the Church one of those assets, the Igreja do
Colégio, a sumptuous temple that had been stopped midway in its construction
and abandoned as the result of the Marquis decrees and subsequent expulsion
of the Jesuits from these islands. Many of their best buildings have been
turned into museums or some other function or allowed to fall into ruins all
over Portugal.
Here in the Azores, both in Angra and Ponta Delgada, as everywhere else in
the Portuguese empire, the influence of the Jesuits and the Franciscans was
very strong. One only needs to look for the massive structure of their
churches and convents and right away they will be spotted with their
imposing facades (Angra Museum), with their majestic chimneys that point to
sumptuous kitchens and a regal way of life. One could also say, that the
ubiquitous presence of the "A shaped", or "praying hands" chimneys of the
Azores go back to the convent chimneys themselves and this is the time of
the year when each home becomes an extension of the formal Jesuit convents
when good cooking, a lavish repast and a table always set with goodies waits
for any holiday visitor that comes to the door.
Now, as their modus-operandi here on the islands, they dug out long tunnels
that brought them from one part of town to another. Angra and Ponta Delgada
have a maze of such tunnels that were built to no other function but to
provide the monks with the freedom of movement. Some believe that they
built them to hide their cache from riches that kept coming from the new
world; others that they built these in order to protect themselves from
pirates, and still others that they just dug these in order to carry on
their covert businesses.
The exodus and elimination of the Jews from Portugal; the Spanish control
of the Portuguese court after the death of D.Sebastião in North Africa; King
Afonso V megalomaniac squandering sprees; Pombal's vicious attacks on the
Jesuits and other clergymen and their families; the Lisbon earthquake; and
finally England's tutelage of Portugal for its own ends, contributed to
Portugal's economical and intellectual impoverishment, and ultimately to
Portugal's fifty year long Fascism. Somehow, in spite of the successful
eradication of Jew and Jesuit, their downfall became Portugal's downfall.
After building an empire that exceeded the Roman and the Persian Empire
combined, Portugal quickly faded into an insignificant country on the
periphery of Europe. This is a legacy that has been the hardest for Portugal
to accept, but that affected it from ever ranking along with the other
European powers. With its back to Europe, self consumed by inner strives,
excesses of greed and self delusion, Portugal's relationship with England
and its own self-centeredness, made it, a country that had given "new worlds
to the world," to slip by the wayside of history. Only now, with its
membership in the European Union, does it breathe a new hope and a new
vitality that is correcting centuries of injustice and ineptitude and
gradually placing it again on the maps.

Silverio Gabriel de Melo
Terceira, Açores

Diga-se a Verdade

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Coisas destas ilhas
Diga-se-lhe a verdade

Ouço dizer que o Sol-Mar, na Avenida Marginal em Ponta Delgada está em
renovações. Ainda bem! Há dois anos, quando por lá passei, anotei que,
apesar do visual esteticamente igual àquele de tantos mini-centros
comerciais por esse mundo fora, ali havia uma estrutura que, por falta de
segurança ao público, mereceu, desde o príncipio, a minha atenção.
Tratava-se de uma piscina ou tanque interno que, confesso, dava ao espaço do
rés-do-chão uma nota agradável, só que desprovida de qualquer vedação,
murinho ou até sinal de aviso, era uma autêntica armadilha pública.
Acontece que enquanto esperava pela minha esposa ali um dia no Verão,
resolvi sentar-me num banco que ficava mesmo junto a essa piscina, isso é um
lagozinho interior. Lembro-me, ao aproximar-me do banco, pensar para com os
meus botões: "Tenho que ter cuidado para não escorregar e cair na poça". A
seguir, sentei-me com o meu filho a apreciar o ambiente. Ali estivemos um
bocado de tempo até ver aproximar-se da piscina um grupo de senhoras
estrangeiras idosas, acompanhadas de um homem de meia idade. Vinham todos
com boa disposição, sorrindo discontraídas. Aproximaram-se do tal lago onde
estavamos sentados. Uma das senhoras, por acaso transportando uma bengala,
era a primeira da frente de um linha delas. Ao chegar ao banco onde
estávamos sentados, recuou para falar com a que vinha atrás. Faltou-lhe o
pé, escorregou e tombou de costas para dentro da tal piscina. Confirmado os
meus receios, saltei para o tanque a fim de a ajudar. De costas, ela
tentava-se colocar numa posição mais propícia. Pondo-me por detrás da
senhora tentei erguê-la; o que não foi tarefa fácil. As sandálias que eu
calçava escorregavam sobre o azulejo do fundo e pouco me ajudavam a erguer
aquele grande peso. Um dos acompanhantes da senhora, passado o momento de
surpresa, de imediato também se colocou dentro da piscina para me ajudar.
Como no rio Jordão, as nossas três pessoas foram logo motivo da atenção
geral. Toda a gente se debruçou no primeiro e segundo piso para seguir tal
estranho baptizado naquela hora da manhã. Finalmente, com um pouco de
empurrar e puxar, lá conseguimos erguer a pobre da senhora que, toda
alagada, confusa e embaraçada entre "dankes" atrapalhados, afastou-se, para
uma boa mudança de roupa, pressuponho.
Esta semana, nas notícias da televisão, tomei conhecimento de um caso
flagrante relacionado com a ponte Vasco da Gama. Segundo a reportagem,
durante a sua construção duas crianças cabo-verdianas perderam a vida devido
à negligência dos construtores que, ao deixarem uma vala profunda aberta a
céu aberto, sem quaisquer medidas de prevenção, contribuíram para essas
mortes. Com a chuva, a vala encheu-se ao ponto de ali se formar um lago de
considerável profundidade onde uma criança ao brincar tombou. Para a salvar,
a irmã mais velhinha, ali presente, atirou-se à água e o desfecho final foi
o terem ambas as crianças sucumbido. Sem qualquer cerca que viesse a
prevenir e evitar o pior, o pior aconteceu. Como sempre, ninguém assume
responsabilidades. A mãe está envolvida com os tribunais para, na sua dor,
buscar justiça. Como é de prever, num país onde a justiça não é só manca,
mas indecentemente fugaz e torpa, a batalha não é fácil.
Esse tal espírito falho em descrição, infelizmente, é ainda um atributo da
nossa sociedade que, apesar de um visual do século vinte, apresenta uma
falta de espírito patética no ramo de prevenção e de segurança pública.
Basta referir-me à via rápida aqui na Terceira que, torta desde o principio,
tem sido juntamente com a falta de descrição dos condutores que voam dentro
dos seus carros, a causa número um dos muitos acidentes nessa via - três ou
quatro acidentes mortais só este ano. O piso é tão irregular que temos a
sensação de estarmos a navegar no mar entre ondas ou sobre um corroucel, de
tantos altos e baixos que quase fazem os carros embater contra o chão. Em
dias de chuva forma-se uma toalha de água que torna esse piso um perigo
mortal. Os carros passam a deslizar sobre ela, sem que os pneus toquem no
chão. São necessárias inúmeros acidentes e as diatribes dos meios de
comunicação para que alguém se preocupe com tal e, segundo consta, o
problema data desde o princípio dessa construção, já lá vão mais de dez
anos.
O mesmo diria dos contentores de lixo que metem mesmo quase no meio da rua
aqui no Juncal - uma rua já sem passeios, onde alguns carros passam a
velocidade de bólides raivosos. Como um veículo mal estacionado, a estrutura
de alumínio ou plástico verde obriga que o tráfego ali faça uma
ultrapassagem, tenha que se desviar do tal contentor e dos peões que, sem o
mínimo grau de indignação, por ali também circundam apáticos e aéreos ao
problema. Ninguém se manifesta contra tal aberração .
Mais em frente e na mesma rua construíram uma pizzaria, uma coisa excelente,
só que os clientes, sem um parque de estacionamento viável, bloqueiam a
livre passagem do tráfico naquela zona. Como baratas encurraladas, os carros
amontoam-se para a direita e para a esquerda numa desordem de pasmar. No
escuro à noite, abrem-se portas, despejam-se e enchem-se carros, ao mesmo
tempo que o tráfego tenta fluir até ao fim desse túnel de gente, carros e
desordem, sem tocar em ninguém ou raspar noutros veículos.
Congestionada, a rua parece o interior de um bazar em festa algures nas
Arábias. Fazem-se manobras de Alladin, apita-se, acendem-se as luzes; é um
vaivém e congestionamento realmente impressionante. Então, quando a câmara
permitiu tal empreendimento, não anteviu tal caos?
Em qualquer outro país ou mesmo ilhota, ir-se-ia primeiro estudar o impacto
de tal empreendimento em termos ambientais. Falta a essa obra, pois, um
parque de estacionamento condigno que satisfaça a clientela em massa que ali
ocorre!
Também em qualquer outro lugar dito desenvolvido, teriam instalado um guarda
para dirigir o tráfego e servir de protecção, mas não, nada disso é preciso
aqui na nossa terra; não senhor! Nem lombas para a redução de velocidade
existem, de maneira, que se algum tarado por ali passar a alta velocidade <
o que podem acreditar há gente que o faz, se acutelem os peões, pois, que
por lei (ou falta de lei) ele estará coberto.
É até interessante que medidas como o uso das ³lombas² nos caminhos,
elevações de borracha que se colocam em zonas das escolas para forçar que os
veículos reduzam a velocidade, não sejam bem aceites pelos condutores. No
jornal local, esse assunto foi até motivo de diatribe. Há uns meses atrás,
surgiu um artigo que me espantou de sobre maneira. O tal diário
empenhava-se em defender a opinião dos condutores "fartos das tais lombas"
por essas lhes estarem a "tirar o gosto e o prazer de conduzir". A esse
repto juntava-se um intelectual bem conceituado de Angra que,
surpreendentemente, apoiava a remoção de tais lombas tidas como
"indesejáveis" e impraticáveis. Quando por toda a Europa se faz uso de tais
medidas como meio de domar a ferocidade automobolística e uma precaução em
defesa do peão, aqui nos Açores de uma forma retrógrada, acha-se isso
exagerado e um "incómodo para os condutores". Ontem mesmo o jornal voltava
ao ataque; desta vez contra a polícia que se esconde com câmaras ocultas
para multar os transgressores. De novo a lógica do direito dos condutores de
serem tratados com "democracia" - isso é a democracia de não serem apanhados
em actos que põem em perigo a vida dos outros. Como o povo é que mais
ordena, temos assim um ambiente onde não é a lógica que sempre vence;
aceita-se um sistema ou democracia "talibã" de estradas patético.
Em resumo, enquanto em sociedades mais progressivas se trabalha para evitar
o pior; na sociedade portuguesa (açoriana) o pior acontece a todo o tempo e
até faz casa. Por isso, quando ouço falar do caso de abuso ou "tortura"
na prisão de Abu Ghari por elementos de polícia americanos capacito-me que,
apesar de tudo, o sistema americano, graças a Deus, não sofre da mesma
doença da sociedade portuguesa, que por mais horrendo, a verdade veio ao de
cima e os implicados serão severamente castigados - que vão rolar no chão
cabeças, vão!
Em Portugal quantos abusos, quantas situações que bradam aos céus, ficam
relegadas à inactividade e imparcialidade dos seus cidadãos; esses
acostumados à falta de justiça, de acção, de democracia como devia ser,
continuam a nada ver, a nada ouvir e nada saber. Falta à nossa gente a
coragem cívica de acusar o perigo, o erro ou o descalabro. Existe entre nós
uma maneira de ser milenária em que tudo se aceita, com tudo se conforma,
tudo se permite; uma democracia oca e inculta que nada nos honra,
diga-se-lhe a verdade, especialmente quando os meios de comunicação, que são
quem nos deviam elucidar, num chibantismo bairrista, bajulice comodista, tal
como gatos fartos e gordos, deixam as ratazanas do sistema à vontade para
perpetuar o seu mundo de ratoeiras. Isso é a falta de justiça do sistema
começa com o próprio povo que está-se nas tintas para tudo.

Silvério Gabriel de Melo
Juncal, Terceira

D.Joao V

Coisas destas ilhas
Viva D. João V!

Que as ilhas dos Açores em apenas três décadas se transformaram em algo
muito diferente é uma realidade que se vive no dia à dia. Estes já não são
não os Açores que conhecêmos quando, emigrantes, daqui saímos. Esta é uma
nova cultura, um novo povo e uma nova terra.
Que algumas dessas modificações nos enaltecem como açorianos e dão à nossa
terra um nível de vida que sempre ambicionámos, é uma realidade.
Abandonados no meio do mar, damos provas de um espírito empreendedor que
sabe bem o celebrarmos, pelo menos que temos bom gosto e que sabemos o que
queremos, sabemos. Provamos que somos também capazes de irmos mais além, de
apostarmos em qualidade.
Como poesia e elogio pouco corrigem, porém, certas outras realidades que nos
fizeram marcar passo na história, e nos ameaçam a qualquer momento
lançar-nos à dança de caranguejos, há que reconhecer que os dados são dados
e que, apesar de tudo, somos a região mais pobre de Portugal. Portugal que
já em si também se pode considerar uma grande ilha dentro do contexto
europeu - o mais pobre, aquele de pedintes, numa sociedade rica, que produz
a sua riqueza e desdenha aqueles que o não fazem.
Os políticos melhor do que ninguém conhecem essa realidade, quando, em
Bruxelas ou Strasbourg, são confrontados com o tratamento fleumático de
alguém que nos olha com a expressão de "Quem são estes e que fazem aqui?"
Muitos até, sem sombras de dúvidas, ouvirão comentários como "Portugal faz
parte da Europa?" isso como se fôssemos os meninos da rua, aqueles sempre
dispostos a pedir, mas raremente prontos para dar.
Afastados séculos do centro da Europa, protegidos pela nossa associação com
a Inglaterra, desenvolvêmos um carácter autonómico, quase desligado do resto
desse continente. Afinal, não foram os nossos próprios reis que, à menor
ameaça vinda de França, rapidamente fizeram as suas malas e voltaram as
costas a Portugal, indo-se proteger no Brasil? Deixaram assim a nossa terra
e o nosso povo à mercê dos caprichos dos ingleses. Que fomos protegidos por
essa aliança, de certo que sim, mas isso ao custo da pilhagem descarada, do
abuso e vexame que a história não reza. Não foi essa mesma Inglaterra que,
mais tarde, nos dá um ultimato em relação ao Mapa-Cor-de-Rosa, na África, a
nossa ambição de unir Angola a Moçambique? Com amigos assim, quem precisaria
de inimigos?
Depois houve D. João V, que à roda do ano 1728, à socialista, esbanjou toda
a riqueza do Brasil num meio de vida de gozo, luxo e ostentação
incomparável na Europa. Foi um reinado de devassidão e de falta de prudência
que nos pôs de rastos. Não havia orçamento nem prudência no gastar. Com ele
vigorou um espírito anárquico, inane que transformou Portugal no país mais
pobre e mais tolo da Europa, isso numa altura em que o ouro e os diamantes
do Brasil não paravam de chegar aos cais de Lisboa. Vivia-se à grande e à
francesa, de modo que as receitas não davam para os gastos. A corte
portuguesa era a mais luxuosa e requintada da Europa. Fizeram-se exageros de
bradar aos céus. Muita dessa riqueza foi parar a Roma, a Londres a Paris.
Donos de costumes faustos, vivia-se nesse reinado como se semi-deuses
fossem.
Essa foi a era do tratado de Methwen, em que mais uma vez a Inglaterra nos
levava a melhor. Éramos muito arrogantes, megalómanos, superiores a todas
essas insignificânias. Enquanto isso, as riquezas do Brasil passavam para os
cofres da Inglaterra. Éramos os seus melhores fregueses, os mais dóceis e
rendosos, uma quase província desse país que nos levou a melhor, graças à
nossa estupidez.
Essa tendência ao desperdício, o gosto pela grandeza e pela imponência,
apoiada no vício, ócio e, como o povo diz, "peneiras", infelizmente, é ainda
a prata da casa. Vivendo nos Açores, eu não vejo pobreza, antes pelo
contrário acuso uma opulência que nem na América, nem no Norte da Europa.
Continuamos a viver além das nossas posses, a viver fantasias subsididadas
pela Europa que desbancam qualquer país da Europa. Apostados num cosmético
de gandeza e luxo, esbanjamos no desnecessário, no trivial.
O Euro'2004, por exemplo, está aí à porta. Que se gastaram milhões sobre
milhões de euros para satisfazer um sonho cobrado à larga, à D. João V, mais
que certo. Temos os melhores campos de futebol da Europa. Entretanto, os
nossos hospitais pecam pela limpeza e eficiência. Até de ratazanas e
baratas fora de controle se ouve em hospitais da metrópole. Os serviços de
saúde são, sem sombra de dúvida, dos piores da Europa.
Quantos médicos usam de uma brutalidade à la Doutor Mengel? Sem
concorrência, assomem uma insolência bárbara, pouco se preocupando com o bem
estar dos seus pacientes, especialmente se eles são idosos e se estão para
morrer. Errar é humano, mas irra quantos erros são precisos para corrigir
Portugal?
No campo da Justiça, da mesma forma, temos serviços que remontam à época da
inquisição, dos mais péssimos da Europa. Falta-nos a tecnologia, os
profissionais, os meios devidos para que o sistema funcione como devia
funcionar. Assim, estamos no país da injustiça, da ineficácia do sistema
jurídico, onde ninguém respeita a lei; para quê, se eles são os maiores
foras-de-lei? Chamar a polícia é uma graça. Os cães fazem um melhor serviço
do que eles, e cães há-os por todo o lado. Basta prestar atenção à noite e
a ilha parece um grande canil. Há noites que nem se prega olho de tanto
ladrar na vizinhança.
As nossas estradas, sim, são melhores, mas para logo serem acometidas pelo
espirito de baratas homicidas que na sua sofreguidão e disparates de
dextreza, tornam essas mesmas estradas em palcos de morte e selvajaria. É
uma guerra civil latente, uma arena das mais sangrentas e mais desumanas,
atitudes onde o respeito e a cortesia pelo próximo quase não existe.
Depois, aqui por exemplo o ditado, "quem casa quer casa," é seguido à risca.
A maioria dos novos casais não se satisfaz no arrendar um apartamento ou uma
casinha como se faz lá fora. Quase sempre a compra da casa antecede o
casamento. É a praxe. Depois as listas de ofertas são de rir. Os
convidados são apresentados com uma lista de itens a contribuir, entre os
quais, o frigorífico, fogão, a televisão, e outros electrodomésticos, já não
só o atirar de arroz simples dos nossos tempos. O cidadão comum exige o
luxo, envergonha-se com o menos do que faustoso. O pão nosso de cada dia
aqui pouco valor tem se não for coberto de verniz, prata ou euro.
Se antigamente se podia ter um vaso da noite, um bacio por cada quarto, hoje
a praxe reza que uma casa nova tem que ter pelo menos um quarto de banho
para cada quarto de dormir. Não é de estranhar os palácios que se fazem. A
importância de cada bolsa é assim desse modo medida em termos de retretes.
Fala-se muito, sim, de uma crise.
Que essa crise chegou aos Açores, chegou sim para quem, como eu ganhando
dólares, vê o valor do seu dólar reduzido, quando tudo duplicou em valor.
Os açorianos em si continuam vivendo como se nada fosse, ao ponto de eu não
acreditar em nenhuma crise, como os jornais e os meios de comunicação estão
a tentar convencer. Não pode ser real. Não há não crise. Viva a D. João
V! Viva!

Silvério Gabriel de Melo
Terceira, Açores





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