COISAS DESTAS ILHAS

Wednesday, January 31, 2024

Por Ilhas do Pensamento - O Gato Milzoito



Dos meus tempos de criança, daquele mundo lusco-fusco de experiências inseridas entre muita horas de sonecas, de mistura dos sonhos com o real , lembro-me do "Gato Milzoito."


Ele vinha sempre por altura das festas, quando se cozia massa e biscoitos, as guloseimas que tanto ambicionàvamos. Isso é, a nossa mãe explicava que ele tinha passado e levado tudo consigo, todas aquelas brandeirinhas e biscoitos sucolosos que havíamos visto sair do forno. " Não temos mais massa," dizia ela, " Foi o Gato Milzoito."


Aos poucos aprendemos a detestar esse gato larápio. Era um ódio sincero, um ódio vero por esse gato mágico que pela calada da noite se introduzia em nossa casa e roubava o que lhe não pertencia. Imaginàvamo-lo em parte com características humanas, um gato homem papão, um gato cigano, um felino malvado.


Ora , um dia, brincando em frente da nossa casa, nós e crianças vizinhas, as mesmas com quem lutàvamos em guerras de vimes, vimos aproximar-se um gato. Ao contrário dos outros gatos que nos observavam à distância, esse, mansinho, aproximou-se o bastante para quase o tocarmos. Então alguém se lembrou do Gato Milzoito. "É o Gato Milzoito! É o Gato Milzoito!" Como um rastilho a idéia incendiou-nos.


Em nenhum tempo ficamos todos prontos a castigar esse gato por todos os actos de roubo de massa e biscoitos comitidos até então. Corremos atrás do gato aos gritos. O pobre do gato viu-se assim perante um motim de crianças dipostas a fazer-lhe a vida miserável. Fugiu para aqui e para ali, seguido pelos nossos berros e a exaltação. Por fim lá encontrou uma pilha de lenha e esgueirou-se por uma frecha até ao fundo negro onde o não podíamos atingir com os nossos paus varapaus. Nós bem espetàmos e gritàmos cá de fora, mas o gatinho teimou em nunca mais aparecer e reduzir-se ao silêncio e ao abandono debaixo de toda aquela lenha.


Dias mais tarde, o nosso pai informou-nos que havia encontrado o gatinho que fora o alvo da nossa fúria e alegria cruel. Tinha aparecido morto debaixo da lenha. Intímamente sabíamos que o tal bichinho que miava aflito vítima da nossa loucura não era nenhum Gato Milzoito, que esse último era antes irreal, imaginário. Como carrascos ou algozes novos no ofício, sentímo-nos combalidos com a sua morte---nunca tínhamos imaginado que a nossa brincadeira poderia trazer tais consequências. Quanto ao Gato Milzoito, nunca mais soubemos dele, mas aquele dia de pogrom ao gatinho doente que se nos deparou no caminho nunca mais realmente esquecemos.


Mais tarde aprendemos sobre Hitler e a Segunda Guerra Mundial e como um povo inteiro como nós em crianças encontram um bode expiatório para satisfazer a sua fantasia cruel.


Na vinda para os Açores, em Baltimore, enquanto esperavamos pelo avião que se demorava, tomei a jaula do meu cão e para não importunar os outros viajantes com o seu ladrar constante, procurei um recanto onde a presença humana não lhe fosse tão ameaçadora. Assim, encontrando um banco num corredor junto a uma janela para o exterior, sentei-me de costas viradas para o interior do terminal a fim de confortar o cão que uma tempestade eléctrica e uma viagem acidentada havia colocado no auge do nervosismo.


Estava eu a olhar o exterior por enormes janelas, quando reparei que para a minha esquerda pelo corredor fora se aproximava um homem moreno, de fisionomia mediterrânea, algo que no contexto da sociedade piano luxuoso de Anglo-Saxões ou negros dos Estados Unidos, me chamou a atenção. De súbito apercebi-me que sentados no mesmo banco do que eu estava um pai e um filho de fisionomia Anglo-Saxão, daqueles que parecem cascas de ovos brancos, herméticos, sem côr alguma, mas algo rançosos em aspecto. Riam e sussurravam algo entre si conforme seguiam a mesma pessoa que me havia chamado a atenção. Percebi logo que, de uma forma canibal, faziam pouco do pobre homem. Ouvi mesmo um desdenhoso "Italian" e qualquer termo pejurativo. Continuaram na sua troca de comentários mordazes, conforme o tal senhor se aproximava mais. Cheguei a ouvir um, "mãos de esquilo," o que confirmou a minha suspeita do que os dois ovos rançosos se divirtiam à custa de uma vítima. Confirmado o teor da sua conversa, virei-me eu para eles e de uma forma fixa expressei o nojo que eles me faziam sentir. Eles entreolharam-se e perceberam que eu havia interceptado a sua conversa. Calaram-se logo. Em pouco tempo levantaram-se e dirigiram-se para um outro lado da sala de espera do aeroporto.


Vindo de uma zona da Alemanha onde existiam perto de dois mil agrupamentos neo-nazis e o chefe do maior agrupamento até vivia na mesma aldeia que nós, chocou-me essa América cruel e divestida de sentido de dignidade humana dos dois Americanos, que, divertidos com o aspecto de um homem mediterrânio de idade no aeroporto de Baltimore, faziam na pessoa dele o seu passatempo deshumano.


Quando julgamos que o progresso nos fazia todos mais sensíveis, mais compreensivos, noto que no país que devia ser o paragão da compreensão, existe a crueldade, a falta de humanidade, o terrorismo que caracterizou a Alemanha dos anos 30. Tento conformar-me os meus pensamentos exaltados com um "Coitados, não sabem o que fazem." 


Com dois mil anos de assim se pensar porém, cresce uma revolta. Quantos mil anos mais serão precisos para que a pessoa humana, alemã, anglo-saxão, etc. venha a saber o que faz? O que se deve fazer para que abrem os olhos? Quantos Cristos se terá que cruxificar para que a pessoa humana deixe de ser idiota, patéticamente néscia?


Aqui na Terceira... bem, depois de quatro meses pergunto-me a mim mesmo, que guloseimas é que os pobres touros desta ilha pilharam para que todo o terceirense, como nós ao gatinho milzoito da nossa infância, se deleite em torturar, molestar, fazer sofrer tais bichos?


Penso, não seria não nenhuma má idéia se pudessem exportar touros daqui para a América do KKK ou para a Alemanha dos Neo-NAZIS, até para a Sérbia e o Kosovo, ou qualquer outro lugar do mundo onde um ser humano ache uma necessidade premente o seu fazer pouco, abusar, ameaçar, fugir à dignidade de outra pessoa humana por passatempo favorito.


É isso, a Terceira, esta ilha de Jesus Cristo, faria um negoção com o exportar touros para esses núcleos onde há sede e fome de sangue alheio. Seria um deixar correr os touros pelas avenidas de Berlin, Londres, Vienna, Hamburg, Chicago, Califórnia, Georgia, mesmo na base americana aqui, para diminuir a tenção que divide um tipo humano de outro tipo humano. Estou certo de que se assim o fizessemos, haveria por fim mais compreensão entre as pessoas de âmbitos, línguas, culturas e fisionomias diferentes. Saciar-se-ia a tendência humana de canabalismo para com outros membros da sua raça. Satisfazer-se-ia a maldição de Cain. Diluir-se- ia com o sangue taurino o instincto humano deshumano, diabólico, de desdenhar, eliminar ou fazer sofrer o próximo.


Assim, quem quer começar o negócio? Escutando uma ária Irlandesa por ilhas do pensamento, ergo o meu, "Viva aos touros da Terceira!" "Viva às touradas à corda!" O que o mundo precisa são mesmo touros assim, que trepem pelos muros e corram pelas ruas e estradas fora e façam os corações bater, serem transportados a mundos e realidade trogoloditas por instantes , possam despertar o primitivismo, dar-lhe expressão e "pernas para que te quero," a seguir. Desfazer-se-ia assim de toda a energia primitiva recalcada no íntimo da pessoa humana e uma melhor tolerância para com o próximo que se deixaria de usar ou abusar por desporto ou graça. 


Silvério Gabriel de Melo - Juncal, Terceira, Açores 

The Whorls, Curls, Twirls of the World will not skip a beat, they will go on their curves, loops, whirls, gyration, twisting moves, spiral motions…….. Let the Year 2024…. Lord of sudden changes, turmoils, and turbulence lead us to calmness, harmony, solace, to serenity in te end…..

2023 was a year if discontent.. a number 7 ….number of perfection, which in an imperfect world, led us up to anything but perfection, peace, harmony… instead it doubled in worries, insecurity, imbalance; things going wrong, which  bore 

Dissatisfaction , disappointments, frustration, anxieties, discomfort discontent, resentment, uneasiness worldwide .


….

2024 is a number 8 year…. number 8 is a number of powerful people, powerful moves, powerful action….. the combination of 202 is marked by two causes, two crusade-like centers of action followed by 4, a number of strategic planning, followed by some action, with good results…. Money… Money…Politics…( the usual power sources) .. 


….. 

but somehow, with the number 8 someone / some circumstance will make its power to  overpower all other powers. anger and thunder, hunger and want, worldwide uproar could enter the scene…. The Northern sphere, Southern sphere, below as it us above- that is the shape of the number…… two little circles on top of one another, that meet at the middle, two S shapes inverted… the Atlantic Ocean

….

Quarta-feira, 23 de junho de 2021 PORTUGUESE TIMES Escreva Connosco 19 A Língua Portuguesa é a Fala que Herdamos


  •Silvério Gabriel de Melo 


Esta e’ a Lingua Portuguesa, que nos orgulha e honramos

Dos povos Luso-galaicos, com muita honra e altivez 

Língua da fusão do Latim, do Galaico-português

Mais o Latim Vulgar dos Suevos, Buris, Vândalos e Alanos


É a Fala de Bracara-Augusta, capital da antiga Galécia

De terras de Bouro e da Beira, de Coimbra, e de Lisboa

O Latim vulgar, deu lugar a esta Língua de brio e proa

É a Lingua de Camões, Lingua da Galaico-Lusa Odisseia


É a Língua Portuguesa, é a Fala que a gente fala

A Língua que abriu caminhos p’los quatro cantos do globo 

Foi de Lisboa até á Índia, deu ao mundo um mundo novo 

No Brasil fez-se brasileira, Língua, de graça tamanha


Esta Língua de quase dois mil anos, com muita garra e valor. 

Levada ao coração do Atlântico, a rota dos ventos seguiu

Até Guiné, Angola, Moçambique, Goa , Damão, e Dio

Também Ilhas de Cabo Verde, São Tome e Príncipe, Macau, Timor

Esta é a nossa Língua Pátria e Língua da Lusofonia 

A Lingua da Portugaliza, a Língua de Portugal

Foi no reinado de D. Dinis que se tornou Língua Real 

Mais tarde, a Língua de povos do Brasil, Africa e da Índia


Esta é a Língua da Barca Bela, de uma velha caravela

Que singra p’lo Atlântico abaixo, que singra p’lo Atlântico acima  

Por águas do Oceano Indico, por aguas de Ceilão e da  Índia 

Bahrain, Melaka, Macau, Timor, no outro lado da Terra 


Esta é a Língua Portuguesa é esta Língua da amizade 

Das aventuras, descobertas e conquistas marítimas

A Língua da gáudio e da luta, de proezas, façanhas, rixas

A Lingua do Vira e da Rusga, do Fado, da Morna e Saudade.


Quando falamos da Língua Portuguesa, costumamos dizer que é a Língua de Camões e com ele a noção de que somos um Povo Luso, da antiga Lusitânia, da Ibé- ria soberana. Contudo, o Português, o nosso idioma, advém da Galiza antiga, da Galécia Romana, mais tarde Galaecia Suevorum, a primeira nação estado na Europa, o Reino dos Suevos. Tanto antes da Galaecia Romana, como durante e depois da Galaecia Romana, durante a Calaecia Suevorum, a capital foi Braga, no coração do Minho Português. Esse reino estendia-se a Sul, até Coimbra  e Lisboa; assim também o nosso idioma,  a Língua Portuguesa.


Muitos topónimos da região do Minho apontam  para as ascendências célticas, como da presença de Roma, e também dos Suevos e Buris. Célticas são lu- gares como Braga, Bragança, Vale de Cambra, Calambriga, Caladunum, Conimbriga, (Cymru) Coimbra. Dos Suevos ficam lugares como Terra de Bouro, Lugar dos Suevos, Manhouce, Valdevez (Wald Vez) e muitos mais topónimos que cobrem toda a região do Norte e Centro de Portugal.


Camões escreveu sobre os Lusíadas, que tem de certo muito que ver ver com os Lusitanos, connosco, os Portugueses, assim como os povos Lusófonos pelo mundo fora; os Lusíadas de hoje. A Língua que usou foi o Português. Escreveu sobre o Povo Lusitano, os Lusíadas.


Ora os Lusitanos eram valentes guerreiros, gen- te impulsiva, intrépida, cheia de energia e de garra. Lusitanos foi o nome que os Romanos deram a esse grupo que associavam aos filhos do deus Dionisio ou Bacus, gente que pareciam constantemente em esta- do de euforia, efusão descontrolada, ou que os Romanos compreendiam como inebriados a tempo inteiro. Dissessem o que dissessem, foram esses Lusitanos, que de todos os Povos da Península Ibérica, mais os apoquentaram e humilharam, impedindo-lhes mes- mo o avanço e o total domínio das terras que só aos Lusitanos pertenciam. Eles eram bons filhos da sua terra e da sua cultura e defenderam-na condignamente, impedindo a livre entrada dos Romanos em seu território.


As guerras na Lusitânia duraram quase duzentos anos. Exímios guerreiros , usavam de tácticas únicas, de ataques de surpresa, de manobras de enorme balburdia e confusão, muita algazarra, mesmo até de espalhafato e “folia.” Eram capaz de desorientar as poderosas legiões romanas e as deixar incapazes de lutar com a disciplina e rigor em que tinham sido treinados. Em terras dos Lusitanos, não mandavam eles.. nenhum povo de fora.


Mérida, Emérita Augusta, ( hoje na Espanha, junto a Badajoz) era a sua capital. Quando os Romanos se aproximaram dela, não contavam com o que encontraram. Os Lusitanos, que não tinham sido bem sucedidos em estancar o avanço dos Romanos até Mérida, haviam cometido, suicídio colectivo, outros fugiram para os montes Hermínios onde se juntaram aos Lusitanos da Serra e a Viriato, seu chefe. Os Romanos, dessa forma não puderam desfrutar de nenhuma vitoria de facto e isso incomodava-os. Roma estava altamente indignada com a impossibilidade de conquistarem toda a a Península e exigiam das suas legiões mais e melhor empenhamento. Achavam que eles se estavam a comportar como um exército amador, incapaz de colocar os guerreiros Lusitanos no seu lugar. Certo é que na Lusitânia foram impossibilitados de fazer escravos. Os Lusitanos combatiam com unhas e dentes, atacavam-nos menos esperavam, conseguiam vitorias uma a seguir da outra, uma guerra de guerrilha. 


Viriato, ao contrário do conceito que temos dele de um simples pastor, um homem do campo, é um pouco errónea. Viriato era tanto pastor como guerreiro e druida. como druida era aconselhado pelos druidas , sábios do seu meio, para o que o futuro lhes trazia. Assim, formulou cálculos e planos com uma eficácia igual a qualquer general , não mero pastor.  O seu poder e influencia não so abrangiam a Lusitania da Serra Portuguesa, mas alastravam-se ate bem ao centro da Peninsula Ibérica, especialmente ao Sul da Andaluzia, formando uma coligação co os demais povos ibéricos. Era um líder bem conceituado e temido pelo inimigo. O resto da historia sabemo-la de cor.


Mas que gente eram os Lusitanos, que Língua falavam, a que cultura pertenciam. Como os Portugueses, gente em sintonia com o seu meio ambiente, terra de sol, mar e montes, e não só, eram um povo de fé, de rituais que visavam entrar em comunicação com o além, com o mundo dos que já haviam partido, dos deuses e seres de uma outra realidade. Excessivos nas suas crenças eram dos tal que podiam sim, mover montanhas quando lhes desse na breca, ou lhes passasse pela cabeça. Eram ágeis, os primeiros na corrida, no combate corpo a corpo. Providos de falcatas, lanças e punhais de dois gumes, as suas armas eram eficazes. Manejavam-nos com uma perícia fantástica e agilidade espantosa, como que se possessos.


Tinham a capacidade associativa, de se unirem aos outros povos para protecção e para fins comerciais. Das primeiras alianças constou, nomeadamente, a Tartéssia, na antiguidade; Tartéssia, mais conhecida por Társis, a terra de ouro e prata do Antigo Testamento. Eram da mesma família de povos como os Estruscos e o idioma que falavam era dessas origens muito antigas. Introduziram-se na Península Ibérica quase na mesma altura que os Celtas vindos dos Alpes. Com eles partilhavam muitos costumes em comum, até falando uma língua a ambos inteligível. Eram de origem Indo-europeia, a Língua de origem de todas as Línguas europeias hoje. Mesmo enquanto guerreavam com os Romanos, muitos deles, arrojados, audazes, gradualmente se aproximaram dos acampamentos e povoações controladas pelos invasores, alguns para roubar, ou para os sondar, espiar, explorar, melhor os conhecer, ou até furtar, ou se aproveitarem dos novos conhecimentos. Assim fazendo vieram ao encontro da cultura e influencia civilizacional de Roma. Reconhecendo um nível superior das forças romanas; impressionados com os hábitos e costumes sofisticados desses invasores, por sua própria iniciativa, fizeram o que se faz em Portugal hoje, 􏰃viam e gostavam do que viam, aceitaram essas ideias, copiaram-nas, aderiram. Em outras palavras tiraram um bom partido da presença dos Latinos no seu meio. Nunca chegaram ao ponto de capitular com Roma como vencidos ou derrotados, antes pelo contrário; rapidamente se adaptaram por sua própria conta, demonstrando a Roma não serem um Povo de escravos, mas de “Pachecos” e “Francos”, palavras a que se dava aos povos não subjugados a Roma, mas com qualidades de cidadãos, livres, os que tinham o direiro de levar a sua vida em Pax, como em França, o Povo dos Francos. Eram um Povo disposto a mudar, a fazer o melhor por si mesmos, a aceitarem os grandes desafios, sempre dispostos a trocar o que tinham pelo que lhes trariam uma mais valia, de tal forma que até a sua própria Língua trocaram pelo Latim Vulgar. Eram intrometidos, ambiciosos, insaciáveis e conseguiam tudo que queriam pelo esforço, luta, jogo, birra e fúria.


Assim, os Romanos conseguiram ter mais sucesso com os Lusitanos na paz do que na guerra. Os Lusita- nos, agregaram-se tão congenialmente aos Romanos que houve mesmo, uma famosa legião composta unicamente de Lusitanos, empregada no Norte de Africa. Era a legião de honra romana, mas toda ela composta de guerreiros lusitanos. Por isso, gradualmente, Os Lusitanos, passa- ram a falar a Língua dos invasores e fazerem parceria com eles. O seu próprio idioma, caído em desuso, pas- sou a ser falado apenas pelos anciãos, os druidas, os mais velhos, e o Latim vulgar, o Latim do povo, passou a ser a Língua franca. Algumas palavras, as mais chegadas ao seus corações, continuaram a ser usadas e chegaram até nós, como a palavra, “Mãe” do celta Mamm, “cama,” palavra do antigo celta, peça de mobiliário desconhe- cida pelos Romanos, que depois passaram também a usar. Do Celta ficaram as palavras ‘urraim,” “honra” faca, “brio,” “bessos” (beços), barra, bode, abrigo, bosta (de vaca), calhau, cais, camba (arco de roda), cambada, choco, chocalho, colmea, (feito de palha), coroa (topo de um castro) topo de um caminho no alto, dorna (punho), minhoca, rego, regato, tasca, tranca, trincar, trebo, trogo (mágoa), varga (cabana de caniços), xenreira (ódio hereditário). Topónimos, ou nomes de lugares e nomes de famílias de origem Celta estão por todos os lados e, infelizmente, historicamente pobremente documentados. Passam por ser de origem incerta, de origem vaga ou desconhecida, e assim passam por ser palavras a quem roubaram as raízes.


Era Português já o Latim Vulgar? A Língua Portugue- sa não vem directamente do povo Lusitano, mas sim através do Latim Vulgar de origem do Povo Galaico, do Norte de Portugal, da antiga Galiza. Foi nos finais do império romano, que hordas de tribos de origem ger- mânica se introduziram em terras de Braga, a capital dos Galegos. Eles eram os Suevos( Alemmani), os Buris, Vândalos e Alanos. Foram os Suevos que já falando a Língua Latina ou Latim Suevo vulgar, ao chegaram á Galiza ou Reino da Galaecia Romana, formaram o primeiro Reino ou “estado” moderno da Europa, com leis firmes e claras, normas escritas, Língua e religião própria. A eles é que se deve o rigor e disciplina de uma estado de direito que não só oficializou o Latim Vulgar por eles falado, mas com o apoio da Igreja e de São Martinho de Dume cristianizou o Povo galaico. Usaram mesmo, ás vezes, a força para obrigar os Galaicos a parar com algumas prácticas religiosas pagãs. Marti- nho de Dume era de origem da Panónia e conhecia a cultura dos povo da Galicia do centro da Europa que falavam a mesma língua e tinham costumes idênticos. Por isso, não poupou aos Galaicos ibéricos de formas de educar e de convencer, mesmo á “porrada.” Foi nes- sa altura que baniram o uso de nomes pagãos e deram aos dias da semana uma ordem de número ordinários, como Segunda-feira, Terça, Quarta, Quinta e Sexta. Ba- niram todo o culto á natureza, feitiçaria e xamanismo. A sua acção durante o período de duzentos anos, fez de Braga a Roma portuguesa. Foi em Braga que Reino dos Suevos teve um efeito civilizador que nos transformou no Povo que somos. Foi do Latim Vulgar dos Suevos, que a Língua que falamos se tornou a “nossa Fala.” Durante a Idade-Media passou-se a dominar esse idioma o Galego-português, a Língua até falada na corte de Leão, com Alfonso X. Esse idioma espalhou-se por toda a Galécia, incluindo parte das Astúrias, Leão, terras do Porto, das Beiras, Coimbra até Lisboa. Eventualmente os Visigodos do interior da Península desceram sobre o Reino Suevo e passaram a controlá-lo. O impacto dos Visigodos não conseguiu extinguir muito do que se tinha tornado a região da Galaecia Suevorum, hoje compreendida pela Galícia (Espanhola) Galiza (Norte de Portugal), parte das Astúrias e zona das Beiras, Coim- bra e Lisboa. Nem a invasão e domínio árabe conseguiu erradicar a raízes do Galego-português, do Português do Condado Portucalense, Portugália a Portugaliza mais tarde.


Foi então depois da era de reconquista, que debaixo da influência e poder do Rei D. Dinis, que o Português foi oficializado como o idioma da corte e de assuntos governamentais. D. Dinis era neto do Rei de Leon e lembrava-se do Galego -Português ter sido a Língua falada na corte de seu avô, a Língua dos trovadores Galegos-Portugueses. Ele próprio era um poeta e trovador, que cantava cantigas de amigo e apoiava a literatura de expressão Galego-Portuguesa. O seu amor pela Língua da corte de seu avô de Leon, fez com que o Português, se tornasse a Língua dos Portugueses, a nossa Língua, Língua de Camões, ele, cuja a família ascendia a uma origem Galega, da Galícia (espanhola).


Esta uma simples sinopse da História da nossa Fala, isso tanto do Português que falamos como do Galego, ambas derivadas do Galego-português da Idade Média. A Língua céltica Galaico-lusitana, essa desapareceu com a aculturação voluntaria dos povos tanto Lusíadas como Galaicos de usarem o Latim Vulgar falado naquela altura também pelo Reinado das Astúrias e o Occitano do Sul da França.

Também devemos não esquecer que a função da Igreja com todo o latim que se falava naquela época, também foi factor amalgamante do Latim Vernacular ou Vulgar. Nem todas as Ave-marias e Pai-nossos eram em Latim clássico, mas através do Latim Vulgar Português, da função da Igreja e estado Suevo, conseguiu-se uma idioma comum a toda a região que conhecemos hoje como Portugal.

……

The surly society.......  It is blantant truth the fact that humanity has become surly, disrespectful, caring less about others, fixed, insolent Cain's Children.....    Dinosauric Humanity 


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Today, traveling from Ponta Delgada back home to Terceira, we observed some of those behaviors.    ...

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The flight hostess, comes by, and tells a young girl, who is busy at writing something on her laptop, to put it away.......    the hostess moves on, and, this college type "know-it-all female Valkyrie, re-opens the laptop and continues her task, all the way through landing. She only stops, when the plane is down, and that's when she picks up her cell phone and calls someone.... all these very pompous electronic rites, we see, lately, with the young electronic Wiz Generation..............................  so pompous, so arrogant....so self-centered, Valkyries .....  Vane, Empty Brained  creatures.....

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Then, at the end, over the Intercom, we hear, that we will be dismissed by rows, the front rows go first..... the process starts...but right away, the strutting beasts move forward, and just take over, by ignoring the call for order.....and like cattle, they just move on, self-bloated egos, on stampede mode, walking with a proud, stiff, pompous gait.......like creatures from the deep, ..... hugging their laptops, smart phones - reptilian like dragging  their hidden tails...... some looking down at their magic smartphones, as if illuminated by the deep itself.....  totally absent and shut into a blue lit other-world 

 reality....

Cain's Sons and Daughters Rule

Ponta Delgada 


Ponta Delgada, nossa inesquecível, linda cidade,

Quem não se lembra das suas "Portas" de três arcadas?

Da sua formosa baía, com saudade?

Das suas ruas estreitas, bonitas calçadas?


Das suas praças, sua Avenida, sua majestade

De igrejas, conventos, casas apalaçadas?

De estufas brancas a aquarar---do seu alarde

De cal, basalto e ardósia, colinas mágicas?


Quem não se lembra da Matriz, da alta torre do relógio?

Do Senhor Santo Cristo--- baluarte da nossa história?

Do Alto da Mãe de Deus--- "Alfama" de sonho e ócio?


...À frente o mar, ao longe o "Monte da Lagoa"?

---Quem nela viveu a traz presa na memória

Nossa Atlântida de sonhos, pequena Lisboa! 


Silvério Gabriel de Melo, Vogelbach, Alemanha


José Saramago 


José Saramago-um navio ao longe

Vulto da minha terra, da minha Pátria

Passa junto à linha do horizonte

Um risco de sonho, que a distância apaga


Dono de romances, de palavras em viagem

Que eu mal conhêço-- mas estimaria conhecer

Marinheiro luso à deriva pelo mar da linguagem,

Deixa atrás por presença o meu olhar a arder 


José Saramago, vapôr da Língua Portuguesa

Paquete de terras de Sul, atracado num porto

Firme, aprumado, com uma certa gentileza

Uma certa qualidade da nossa terra, do nosso povo.


De longe lhe envio um aceno em forma de poema

Fico a vê-lo afastar-se na superfície ondulante

Mais um navio que passa junto à minha ilha pequena

Se some, sem se aproximar, segue o seu rumo anelante.


Entre nós fica o mar imenso, depois com o Sol posto

Fica a glória do momento o marulho do mar como um côro

Parabéns! 


Silvério Gabriel de Melo, Vogelbach, Alemanha - 09.10.98



Fausto Num Episódio da Mosca no Verão 


Eu sou a mosca, a nogenta mosca

Todo o lugar sujo, busco, sobrevôo

Meu alimento - tudo que enjoa, é nojo

Eu sou a mosca que tudo cheira, gosta


Meus filhos têm, sim, a côr do meu sangue

Os deixo com o lixo mais rico e imundo

Quanto mais podre, mais fértil, fecundo

Mais comem e vivem, têm a sorte grande


Sou até o pai do comer sem fome

Como o que vejo, tudo beijo e lambo

Por onde passo, até do mais limpo manjo

Sou o prazer que tudo devora e come


Sou a alma de tudo que é vil e nogento

Do vício ao desejo ou prazer mais sujo

Consigo tudo pela moléstia e o abuso

A carne me chama, só em carne penso


Eu sou a mosca, nasci do saltão

Sou o pensamento que no lixo mora

Transformo o próximo com desprezo em fossa

Na minha imundice sufoca a razão


Na guerra sou eu o mais forte e valente

Medalhas? Tenho-as, sou sim general

Todo o mundo me faz continência, mal

na cabeça de alguém passe até sómente


Na juventude mais na côr de pûs

Que faz de Hitler seu modêlo de mim

Vive o meu sonho, são meus filhos, sim!

Na porcaria mais porca os depûz


Eu sou a mosca, poeta traduz

Para o mundo todo, o que ao ouvido zumbo

Que eu sou o anjo do sujo e do imundo

A noite inteira deixa acesa a luz


Vem daí Fausto, comigo com gôsto

Que eu te dou asas como as minhas, de renda

Para te ergueres, e escreveres num poema

Sobre o meu reino de fartura e gôzo


Vem por estes países onde é puro o orgulho

No tenir do dinheiro, não tenhas não dúvida

Onde ele estiver, está a coisa mais pútrida

A gente mais fina se lho vende ao avulso


Tanto visito o forte como visito o fraco

Tenho a liberdade mais livre que existe

Uma mosca nunca se satisfaz ou desiste

Não há nada não que me tenha farto


Onde houver o homem, Fausto, escuta agora

Há uma riqueza em mau cheiro e em doçura

Eu fui feito à imagem dessa criatura

Fausto, até o bem só o mal o comprova


"Tu és sim a mosca, a maldita mosca

Que me não deixas não no Verão dormir

No teu vôo constante, eterno zumbir

Eu Fausto, me afasto, Deus, minha alma implora!" 


Silvério Gabriel de Melo, Vogelbach, Alemanha

            Life’s Essence Holds Such Magic

                                At Summer Time…..

SUMMER TIME……

Warm.. Caliente,  Balmy

                 the Sun, Glaring Bright 

Searing Heat,  

                 the Ocean, a Blinding Mirror

..

Shining, Glowing ..Ardente

                    the Sand, Burning Our Feet

Sunglasses, Dimming the Blaring Light

  The aroma of the sea, all encompassing

        Seagulls scuffling for something to eat


                …       In the Nearby Groves,

 Doves in their Murmur, Cooing

                        In the Garden, Flowers Blooming

Showcase the Glory of the Earth, turned to Color

           Yellow, Orange, Red, Purple, True to Themselves


                                  Variegated, Virtually Voluptuous 

Hypostatic Beings, Children both of Earth, Sun and Sky

                    Bees and Butterflies Come to Them to Worship

So Do Our Eyes, Such a Miracle Spy; Not Knowing Why….

                       Such Scent and Beauty of Bouquets and   Bowers, 

                          Life’s Essence Holds Such Magic

                                At Summer Time…..


Silverio DeMelo

 Jesus Christus ...Jesus Christus 


Sohn der heiligen Maria, Tochter des heiligen Joachim und der heiligen Anna

Sohn Gottes, Schöpfer aller Dinge, die sind, waren und die sein werden ,

der sichtbaren und der unsichtbaren Welt, 

Josef, der Zimmermann aus Nazareth, aus dem Geschlecht des Königs David, sein irdischer Vater,


Gegrüßet seist du, Jesus von Nazareth, geboren zu Bethlehem.

Gegrusset seis du 

 voll der Gnade, unser Herr, 

Gott von Gott, Licht vom Licht, aus Gott gezeugt, 

durch die Hypostase des Heiligen Geistes 

in unser Inneres, eingewoben, eins mit uns,

Wie es mit Maria war... sind auch wir alle die neue Arche der Allianz,

Und Jesus, unser inneres Kind…. Er Unser Peter Pan,

Wir Seine Kinder, 

Und der Heilige Geist, der Vater und der Sohn, unsere Ewige Dreifaltigkeit, unsere Never-Never Land Triology.


Silvério DeMelo