Aquele Caminho
Aquele atalho que leva ao bosque
Dois trilhos tem de terra calçada
A erva cresce pelo meio à sorte
Beija-o a luz do sol de madrugada
Uma fila de postos ligados por arame
Fazem uma cerca que o divide do pasto
Não há ninguém que ao ali passar não ame
Poder parar ou prolongar o seu passo
Aquele caminho cheio de vida e liberdade
Onde um passarinho veio pousar chilreando
Não sei porquê, me fez pensar de verdade
Não sei porquê me fez parar pensando
Por ali passaram em algum tempo os cruzados
Muito soldados sangrando e gemendo
Passando eu-- junto a eles os meus passos
Sou mero momento debaixo de um céu cinzento
Um breve instante, como gorgeiar de passáro
Uma mera sombra que pousando logo voa
A vida é uma miragem, um ilusão do espaço
Ai doi a alma, saber que tudo é pó-- magoa
Só este caminho entre caminhos esquecido
Parece a única coisa eternamente existindo
Parado fico para desvendar o sentido
Daquele atalho por onde passo sózinho
I gave my hand to a gentle dream
So as a child, I held on to my Dad
Wherever he went, I followed, glad
That I was his: we were a team
I follow this dream, wherever it goes
I follow this dream-- It is my call
This dream is my life, my soul, my all
It's all my faith, my wishes, my hopes
My memories, my intense soul longing
This dream I obey, this dream I follow
My fate, my very yesterday and tomorrow
My poetry, my song--my being, its doing
This dream and I, this song and poem
We belong together, together we roam
…
Poemas de Amor de Mãe
Também já escrevi:
Os quantos já li e ouvi,
Sonetos e quadras.
Dos poemas mais lindos
Que ouvisse, porém
Foi o poema da cruz
No Monte Calvário
Ali se escoando
O Filho do Homem
Dava à luz
Era mãe
Do Amor
e da Vida
Como vela apagava
O seu sopro--
Morria;
Nascia uma mãe
Na sua dor,
Agonia...
Mãe, eis aí o teu filho
Filho, eis aí a tua Mãe!
….
Depuseram aquele homem num madeiro
Naquela triste manhã de Primavera
O pregaram entre seu gemer ligeiro
Mais a algazarra de gente irrequieta.
O ergueram ali na altura, ali ao meio
Abraçado pela aragem, alma liberta
Fala com o pai, sente-o no peito
Na agonia da cruz, a alma lhe entrega
Que homem é este com sonhos de criança,
Este rei dos Judeus que ali exala
Coroado de espinhos, frágil, exangue?
Rei é de um reino novo, nova esperança
Que pulsa tal andorinha no lado em chaga,
Reino que faz com o seu corpo e com seu sangue.
O Cristo, quantos choram a tua morte
Se condoiem com o teu sangue derramado
Não compreendem, não, teu amor tão nobre
Que foste para isso mesmo destinado
Tu que és filho de Deus, p’ra nosso molde
Te entregaste a essa cruz, cruxificado
Não morrias ali como qualquer outro morre
Eras já espirito quase, Deus transformado
No jardim das Oliveiras já em agonia
Em tua perfeição, sangue suavas
Ali já eras Deus, onde o homem acabava
A cruz foi a apoteose da profecia
Onde amarrado e pregado te entregavas
Á humanidade toda, com toda a alma

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