COISAS DESTAS ILHAS

Wednesday, November 29, 2023

Poema Poemeto

 Poema Poemeto 


Poemeto, poemeto
Escreve-os um poetastro
É um poemeto o trevo
que cresce e se espalha no pasto

Antes ele que a macega
Com sua riqueza daninha
Antes ele que muita bela
Espinhosa santolina

Um trevo de quatro folhas
Uma sorte de encontrar
Escrevo p’ra todas as moças
Que os gostem de os apanhar

Verdes são os meus poemas
Quero-os ao gosto do povo
Na boca de jovens morenas
Em canções que ouvir dá gosto

Poemetas Lusitanos
Poemetas celtas da serra
Cantados por pastores serranos
Mais pastoras na Primavera

Pelo o orvalho descobertos
Poemas de tudo e nada
Poemas de amores e afectos
Em alguma desgarrrada


Poemetos, poemetos
Como malmequeres bravos
Cantam desejos e anseios
Na poesia sem cuidados

Fogem ao tempo no rimar
Feitos ingénuos romeiros
Galegos, poemas do mar
Poemas de marinheiros

Escrevo este poemetos
Poemas da minha alma
Perdida por lugares ermos
Entre a urze e a silva brava 

Poema Poemeto 

Poemeto, poemeto
Escreve-os um poetastro
É um poemeto o trevo
que cresce e se espalha no pasto

Antes ele que a macega
Com sua riqueza daninha
Antes ele que muita bela
Espinhosa santolina

Um trevo de quatro folhas
Uma sorte de encontrar
Escrevo p’ra todas as moças
Que os gostem de os apanhar

Verdes são os meus poemas
Quero-os ao gosto do povo
Na boca de jovens morenas
Em canções que ouvir dá gosto

Poemetas Lusitanos
Poemetas celtas da serra
Cantados por pastores serranos
Mais pastoras na Primavera

Pelo o orvalho descobertos
Poemas de tudo e nada
Poemas de amores e afectos
Em alguma desgarrrada

Poemetos, poemetos
Como malmequeres bravos
Cantam desejos e anseios
Na poesia sem cuidados

Fogem ao tempo no rimar
Feitos ingénuos romeiros
Galegos, poemas do mar
Poemas de marinheiros

Escrevo este poemetos
Poemas da minha alma
Perdida por lugares ermos
Entre a urze e a silva brava 

Silvério Gabriel de Melo, Vogelbach, Alemanha

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